135 Queixas do programa e-escolas na DECO

Pais e alunos reclamam por atrasos e deficiências técnicas. As operadoras acenam com compromisso de fidelidade mas DECO diz que podem rescindir contrato com operadora.

Há 135 queixas na DECO relacionadas com o programa e-escolas. Atrasos e deficiências no equipamento são os principais motivos para as reclamações. A Optimus já só tem computadores para os alunos que pagam 150 euros.

Os lamentos são muitos. Em fóruns na Internet, em telefonemas para a comunicação social, na rua, nos transportes e nos cafés. Agora, até à DECO chegam as reclamações de que os portáteis do e-escolas nunca mais aparecem.

"Há queixas de dificuldades na activação do código de inscrição, do excessivo período de tempo entre a encomenda e a entrega do equipamento e ainda de deficiências técnicas", afirma Ana Tapadinhas do gabinete jurídico da DECO. "Ao todo já recebemos 135 reclamações por causa do e-escolas", completa.

O Gabinete do Plano Tecnológico para a Educação - a entidade supervisora do e-escolas - disse ao JN que tinha conhecimento de alguns problemas nas entregas e que, apesar de não ter responsabilidade nestas questões, tem recebido algumas queixas. No entanto, desdramatiza e sublinha que esta não é uma questão grave e que as reclamações têm diminuído nos últimos tempos.

Por causa das excessiva demora muitos subscritores anunciaram a intenção de rescindir o contrato com a operadora e efectuar um novo pedido junto de outra. Porém e de acordo com várias queixas recebidas pela DECO, quando tal vontade é manifestada, as empresas invocam os compromissos de fidelidade e dizem que os clientes têm de se manter vinculados.

Todavia, Ana Tapadinhas diz que não é bem assim: "as deficiências técnicas e atrasos na entrega constituem motivos de excepção para denunciar o contrato que foi assumido". Ou seja, os subscritores têm o direito de rescindir quando se verifiquem estes casos.

Desde o início do programa que a Optimus apenas disponibiliza nas lojas o portátil para os alunos do terceiro escalão - os que não têm Apoio Social Escolar e que pagam 150 euros pelo computador e a mensalidade mais elevada de Internet. Segundo a empresa, por dificuldades logísticas, os restantes alunos têm que optar pela entrega ao domicílio. Porém, desde o início de Novembro que a empresa já não tem computadores disponíveis para os alunos do primeiro e segundo escalão - os que têm o portátil de graça e que pagam as mensalidades mais baixas de Internet.

O site da empresa até permitia que a inscrição se fizesse, mas quem pertencesse a estes escalões, recebia pouco tempo depois uma mensagem por SMS com o seguinte teor: "Informação Optimus: o Kanguru e-escola esta indisponível. O seu código de registo foi desbloqueado para que possa realizar uma outra inscrição".

A Optimus já assumiu que a quota de computadores portáteis acordados com o Fundo da Sociedade para a Informação já se esgotou para os alunos dos escalões mais baixos. A operadora referiu, no entanto, que brevemente pretende restabelecer a entrega para todos os escalões. (Boas notícias para alunos com escalão que pretendem optar pelos portáteis da Optimus Kanguru...)

A jurista da DECO afirma que, "aparentemente esta situação não será ilegal, mas é claramente uma discriminação por ter equipamentos apenas para alguns escalões e não para todos, ainda para mais tendo em conta os objectivos pretendidos pelo programa e quando, aparentemente, é a única operadora a fazer esta distinção".

Fonte: Jornal de Notícias de 23 de Dezembro de 2008 por Tiago Alves

Votos de um Feliz ano novo!

A equipa Ajuda-eescola deseja a todos os leitores do blog e participantes no fórum um feliz 2009 repleto de sucessos e alegrias.

TMN já distribuiu mais de 300 mil portáteis e-escola

A empresa de comunicações móveis TMN revelou que já conseguiu efectuar a entrega de mais de 300 mil computadores portáteis com a ligação à Internet de Banda Larga Móvel de acordo com o programa e-escola.

A empresa congratulou-se, através de um comunicado dirigido à imprensa, por ter conseguido atingir este objectivo no passado mês de Novembro e que tinha sido traçado inicialmente no dia 31 de Maio de 2007.

Câmaras não pagam Internet do Magalhães

Ao contrário do que o Governo pretendia, as Câmaras Municipais continuam a recusar a associação ao programa e-escolinha através do pagamento da factura de Internet para o acesso em casa dos utilizadores.

De acordo com uma notícia de hoje do Diário de Notícias, as autarquias não estão dispostas a pagar estes custos, o que fará com que sejam os cofres do Estado a arcar com a responsabilidade de compensar o investimento das operadoras.

O jornal adianta que a proposta era que as autarquias pagassem 300 euros pela ligação dos alunos em casa, sendo 50 euros destinados ao modem e 250 euros à ligação à Internet, mas não refere durante quanto tempo. Várias autarquias contactadas pelo Jornal recusaram esta possibilidade referindo que o custo é “elevado” e “incomportável”

Os números referidos pelo DN indicam que neste momento estão inscritos no programa 230 mil utilizadores que pretendem receber o Magalhães, o que corresponde a menos de metade dos 500 mil pretendidos, e que só foram até agora entregues 35 mil portáteis em todo o país.

Nota da Redacção: A notícia foi corrigida na referência ao número de portáteis Magalhães já entregues, que é 35 mil.

Fonte: Sapo Tek
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