Queixas do e-escola são 0,5 em mil, diz Governo

O Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC) admitiu a existência de queixas sobre o e-escola, mas sublinha que estas reclamações representam «uma taxa pouco relevante, da ordem dos 0,5 por mil».
A informação surge num comunicado oficial emitido pela tutela na sequência do surgimento de uma notícia publicada na imprensa sobre a recepção de 135 queixas sobre o programa por parte da Deco. De acordo com a nota do MOPTC «todas as reclamações são prontamente atendidas e algumas permitiram mesmo operar melhoramentos».
Citando um estudo realizado pela Autoridade Nacional de Comunicações o organismo refere que «os níveis de satisfação [dos aderentes ao programa] verificados são muito elevados».
Em relação a dados oficiais, o MOPTC refere que desde o início do e-escola, em Junho de 2007 foram já entregues mais de 350 mil computadores com acesso à Internet: 70 mil a professores, 140 mil a estudantes e outros 140 mil a formandos do Programa Novas Oportunidades.

Fonte: Notícias Google

135 Queixas do programa e-escolas na DECO

Pais e alunos reclamam por atrasos e deficiências técnicas. As operadoras acenam com compromisso de fidelidade mas DECO diz que podem rescindir contrato com operadora.

Há 135 queixas na DECO relacionadas com o programa e-escolas. Atrasos e deficiências no equipamento são os principais motivos para as reclamações. A Optimus já só tem computadores para os alunos que pagam 150 euros.

Os lamentos são muitos. Em fóruns na Internet, em telefonemas para a comunicação social, na rua, nos transportes e nos cafés. Agora, até à DECO chegam as reclamações de que os portáteis do e-escolas nunca mais aparecem.

"Há queixas de dificuldades na activação do código de inscrição, do excessivo período de tempo entre a encomenda e a entrega do equipamento e ainda de deficiências técnicas", afirma Ana Tapadinhas do gabinete jurídico da DECO. "Ao todo já recebemos 135 reclamações por causa do e-escolas", completa.

O Gabinete do Plano Tecnológico para a Educação - a entidade supervisora do e-escolas - disse ao JN que tinha conhecimento de alguns problemas nas entregas e que, apesar de não ter responsabilidade nestas questões, tem recebido algumas queixas. No entanto, desdramatiza e sublinha que esta não é uma questão grave e que as reclamações têm diminuído nos últimos tempos.

Por causa das excessiva demora muitos subscritores anunciaram a intenção de rescindir o contrato com a operadora e efectuar um novo pedido junto de outra. Porém e de acordo com várias queixas recebidas pela DECO, quando tal vontade é manifestada, as empresas invocam os compromissos de fidelidade e dizem que os clientes têm de se manter vinculados.

Todavia, Ana Tapadinhas diz que não é bem assim: "as deficiências técnicas e atrasos na entrega constituem motivos de excepção para denunciar o contrato que foi assumido". Ou seja, os subscritores têm o direito de rescindir quando se verifiquem estes casos.

Desde o início do programa que a Optimus apenas disponibiliza nas lojas o portátil para os alunos do terceiro escalão - os que não têm Apoio Social Escolar e que pagam 150 euros pelo computador e a mensalidade mais elevada de Internet. Segundo a empresa, por dificuldades logísticas, os restantes alunos têm que optar pela entrega ao domicílio. Porém, desde o início de Novembro que a empresa já não tem computadores disponíveis para os alunos do primeiro e segundo escalão - os que têm o portátil de graça e que pagam as mensalidades mais baixas de Internet.

O site da empresa até permitia que a inscrição se fizesse, mas quem pertencesse a estes escalões, recebia pouco tempo depois uma mensagem por SMS com o seguinte teor: "Informação Optimus: o Kanguru e-escola esta indisponível. O seu código de registo foi desbloqueado para que possa realizar uma outra inscrição".

A Optimus já assumiu que a quota de computadores portáteis acordados com o Fundo da Sociedade para a Informação já se esgotou para os alunos dos escalões mais baixos. A operadora referiu, no entanto, que brevemente pretende restabelecer a entrega para todos os escalões. (Boas notícias para alunos com escalão que pretendem optar pelos portáteis da Optimus Kanguru...)

A jurista da DECO afirma que, "aparentemente esta situação não será ilegal, mas é claramente uma discriminação por ter equipamentos apenas para alguns escalões e não para todos, ainda para mais tendo em conta os objectivos pretendidos pelo programa e quando, aparentemente, é a única operadora a fazer esta distinção".

Fonte: Jornal de Notícias de 23 de Dezembro de 2008 por Tiago Alves

Votos de um Feliz ano novo!

A equipa Ajuda-eescola deseja a todos os leitores do blog e participantes no fórum um feliz 2009 repleto de sucessos e alegrias.

TMN já distribuiu mais de 300 mil portáteis e-escola

A empresa de comunicações móveis TMN revelou que já conseguiu efectuar a entrega de mais de 300 mil computadores portáteis com a ligação à Internet de Banda Larga Móvel de acordo com o programa e-escola.

A empresa congratulou-se, através de um comunicado dirigido à imprensa, por ter conseguido atingir este objectivo no passado mês de Novembro e que tinha sido traçado inicialmente no dia 31 de Maio de 2007.
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